O Woman on Waves é uma organização não governamental holandesa(sempre eles) que luta pela legalização do aborto no mundo todo.Uma das ONGs mais polêmicas da atualidade, ela atua principalmente em países em que a legislação é mais severa com a prática do aborto, entre eles o Brasil.
A legislação brasileira pode ser extremamente truculenta com mulheres que praticam o aborto e que são denunciadas muitas vezes pelos médicos que as atendem no caso de alguma complicação durante o processo abortivo.Já ouve casos de mulheres que sofreram esse tipo de complicação e ao procurarem atendimento foram denunciadas pelos médicos, algemadas na própria maca do hospital pela polícia e posteriormente acusadas de homicídio doloso!:S
A falta de informação, a desestrutura familiar e uma política de apenas punição por parte do governo criam em nosso país um verdadeiro matadouro.Pesquisas calculam que ocorra cerca de 42 milhões de abortos induzidos em todo o mundo, sendo que em torno de 1 milhão apenas no Brasil.Claro que esse tipo de pesquisa é bastante relativa, visto a relutância de se admitir esse tipo de fato por parte dos pesquisados, mas traça um panorama bem claro do que acontece aqui e no resto do mundo.Para se ter uma idéia, a curetagem pós-aborto é o segundo procedimento obstétrico mais realizado nos serviços públicos de saúde.Muitas mulheres, na hora da dificuldade, sem o apoio do parceiro(muito neguinho afroxa na hora em que tem que ser realmente homem) e pela falta de informação, tentam realizar o aborto tomando 'garrafadas' ou introduzindo objetos pontiagudos no útero, e aí, bem, aí não é preciso ser um médico para saber do jeito que a coisa acaba.
O Woman on Waves atua com o intuito de informar e orientar a mulher, tanto para tomar a decisão de realizar ou não o aborto quanto nos procedimentos e cuidados a serem tomados caso a mulher leve adiante a decisão de pôr fim à gravidez.Eles possuem um barco que aporta em países em que é proibido a realização do aborto.Mulheres desses países são então levadas para águas internacionais, onde passa a valer leis holandesas, e então são realizados os abortos com o acompanhamento de médicos a bordo.
Dá pra imaginar quem são os primeiros a atacar qualquer tipo de ação nesse sentido, colocando como argumentos dogmas religiosos e promessas de danação eterna, manipulando a opinião das massas e jogando pra debaixo do tapete uma discussão que deveria ser a respeito da soberania do ser sobre seu próprio corpo.
Para quem quiser saber mais informações a respeito, visitem o próprio site da ONG, lá você terá maiores informações tanto a respeito da própria ONG quanto dos processos abortivos adotados por eles.Abaixo têm o endereço das páginas em inglês e em português.Achei a página em inglês mais detalhada, mas para quem não sabe inglês, a página em português(de portugal) também é bastante esclarecedora para quem procura informações a respeito.